Criador do ChatGPT quer escanear os olhos de bilhões de pessoas

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(Worldcoin/Divulgação)

E, em troca, dar a elas uma criptomoeda. Conheça a estranha Worldcoin – a outra empresa de Sam Altman, o CEO da OpenAI, que está prestes a receber um investimento de US$ 100 milhões.
O programador americano Sam Altman ganhou fama internacional com o lançamento do ChatGPT, desenvolvido pela OpenAI – empresa na qual ele é CEO. Graças a esse reconhecimento, Altman está prestes a obter US$ 100 milhões de investimento para outro projeto: a Worldcoin, que pretende lançar uma nova criptomoeda e distribui-la de graça para bilhões de pessoas.  Dar dinheiro de graça pode soar absurdo, mas tem sua lógica. A ideia é que, se muita gente tiver uma Worldcoin (a empresa irá distribuir 1 unidade dela por pessoa), as pessoas vão querer usá-la para comprar alguma coisa – e a nova moeda passará automaticamente a ser aceita por aí.   Mas o mais estranho é como a empresa pretende fazer isso. Ela desenvolveu um aparelho, batizado de The Orb, que escaneia a íris do olho humano – e usa essa informação como uma comprovação de identidade (cada pessoa tem íris ligeiramente diferentes, como acontece com as impressões digitais). 
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Se tudo der certo, equipes de funcionários da Worldcoin viajarão pelo mundo convencendo as pessoas, na rua, a terem os olhos escaneados – e, em troca, receberiam a moeda virtual. A empresa pretende distribuir 8 bilhões de moedas, ou seja, uma para cada ser humano. Ela também poderá ser comprada, com dinheiro de verdade.
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Altman e seu sócio, o americano Alex Blania, fundaram a Worldcoin em 2019. Ela chegou a fazer algumas demonstrações em locais públicos (veja uma delas na imagem acima). Mas só agora, com a popularidade conquistada por Altman, o projeto parece em vias de começar para valer. A Worldcoin já oferece um app, para iOS e Android, que permite se candidatar ao escaneamento com uma Orb.
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A ideia tem alguns pontos críticos, como a privacidade. O que poderia acontecer, por exemplo, se a Worldcoin eventualmente fosse hackeada, com o vazamento dos dados biométricos de bilhões de pessoas? A empresa afirma que o mapeamento da íris é deletado do Orb logo após o escaneamento – e fica armazenado, de forma criptografada, nos servidores dela. Mas por que essa moeda exige identificação (via escaneamento de íris), sendo que o anonimato é um dos maiores atrativos das outras criptos? A empresa não apresenta uma resposta clara.
Diz apenas que isso serviria para atestar que você é humano, e não uma IA, em transações online.
FONTE: Bruno Garattoni / Super Interessante