A investigação sobre a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jumping em Limeira, interior de São Paulo, ganhou novos desdobramentos. Segundo a Polícia Civil, os três homens presos após o acidente não conseguiram explicar como a vítima foi lançada da plataforma sem estar conectada à corda de segurança.
A informação foi confirmada pela delegada plantonista Andréa Dantas, responsável pelo registro da ocorrência. De acordo com ela, os envolvidos apresentaram versões confusas e afirmaram não conseguir identificar em qual momento ocorreu a falha que culminou na tragédia.
🎢 CORDA FICOU NA PLATAFORMA
Durante os levantamentos realizados pela Polícia Civil, foi constatado que a corda responsável pela proteção da vítima permaneceu enrolada no chão da estrutura utilizada para os saltos.
Os dois homens encarregados pela preparação da jovem não souberam informar quem deveria ter realizado a conferência final do equipamento nem explicar por que Maria Eduarda foi impulsionada sem estar presa ao sistema de segurança.
"Eles não conseguem se recordar qual foi a falha, quem deveria ter colocado a corda ou realizado a conferência", relatou a delegada.
📹 MOMENTO FOI REGISTRADO EM VÍDEO
Imagens que circulam nas redes sociais registraram o instante do acidente.
No vídeo, Maria Eduarda aparece sendo conduzida até a plataforma por integrantes da equipe responsável pela atividade. Logo após o salto, testemunhas perceberam que a jovem não estava presa ao equipamento de segurança.
Em meio ao desespero, pessoas presentes no local podem ser ouvidas gritando:
"A corda!"
"Gente, a corda!"
As imagens rapidamente repercutiram em todo o país e passaram a integrar as investigações.
⚖️ PRISÃO POR HOMICÍDIO COM DOLO EVENTUAL
Os três homens que aparecem conduzindo a jovem até a plataforma foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual.
Segundo a Polícia Civil, a modalidade ocorre quando o responsável assume o risco de produzir o resultado fatal, mesmo sem a intenção direta de matar.
Para a delegada Andréa Dantas, a ausência de uma verificação adequada dos equipamentos foi determinante para a morte da jovem.
"Eles assumiram o risco de produzir o resultado", afirmou.
🔍 RESPONSÁVEIS DIZEM QUE NUNCA HAVIA OCORRIDO ACIDENTE
Durante os depoimentos, os presos afirmaram que trabalham há anos com a prática do rope jumping e que jamais haviam enfrentado situação semelhante.
Segundo a delegada, os envolvidos se mostraram abalados e sem conseguir compreender como o acidente aconteceu.
"Eles estão desnorteados porque realizam essa atividade há muito tempo e nunca tinha acontecido algo parecido", declarou.
Os relatos também apontam que outros participantes realizaram saltos normalmente horas antes da tragédia.
🚔 INVESTIGAÇÃO CONTINUA
A Polícia Civil segue apurando o caso e deverá ouvir novas testemunhas nos próximos dias.
Além disso, laudos periciais serão fundamentais para esclarecer toda a dinâmica do acidente, identificar responsabilidades individuais e apontar se houve falhas operacionais ou negligência por parte da equipe organizadora.
A morte de Maria Eduarda gerou grande comoção e reacendeu o debate sobre protocolos de segurança em atividades radicais realizadas no país.
📌 Fonte: g1 / Polícia Civil de São Paulo