Um caso que parece roteiro de filme, mas que mobilizou autoridades em diferentes regiões do país, voltou a ganhar repercussão nacional. Uma mulher de 37 anos foi presa após ser acusada de se passar por uma menina de apenas 12 anos para enganar famílias e aplicar golpes em diversos estados brasileiros.
Conhecida nas investigações como "Órfã Brasileira", Amanda utilizava uma estratégia elaborada para convencer suas vítimas. Segundo a Polícia Civil, ela se apresentava como uma adolescente em situação de vulnerabilidade, vestia roupas infantis, adotava comportamentos compatíveis com a idade que dizia ter e afirmava possuir Transtorno do Espectro Autista (TEA).
De acordo com as investigações, a suspeita passava longos períodos estudando características e comportamentos relacionados ao autismo para tornar sua encenação mais convincente. Ela também produzia desenhos e relatos emocionais com o objetivo de despertar empatia e conquistar rapidamente a confiança das pessoas que a acolhiam.
A farsa começou a ruir quando exames médicos apontaram incompatibilidades entre a idade declarada e sua condição física. Laudos revelaram que a estrutura óssea da suspeita correspondia à de uma mulher adulta, confirmando que ela tinha 37 anos.
Assista ao vídeo:
As investigações indicam que Amanda teria repetido o mesmo método em diversos estados brasileiros, incluindo São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Após ser acolhida por famílias, conquistava a confiança dos moradores e, posteriormente, praticava furtos ou aplicava golpes financeiros.
A polícia também apura a extensão total dos prejuízos causados e a existência de novas vítimas em outras regiões do país.
Segundo informações das autoridades, esta não foi a primeira vez que Amanda teve problemas com a Justiça. Ela já havia sido presa anteriormente por situações semelhantes, mas acabou obtendo liberdade provisória em alguns casos ou deixava os locais antes de ser definitivamente identificada.
O caso chama atenção pela complexidade da fraude e pela forma como a suspeita conseguia manter a falsa identidade por longos períodos, enganando pessoas em diferentes estados brasileiros.
As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes da atuação da mulher e identificar possíveis vítimas que ainda não registraram ocorrência.
Fonte: Balanço Geral / R7