A Polícia Civil de Goiás investiga a morte do vendedor Luan Vinicius Alves Gonzaga, ocorrida no dia 9 de setembro após uma cirurgia para retirada do dente siso, em Goiânia. O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais e levanta dúvidas sobre possíveis falhas no atendimento odontológico.
Segundo familiares, após o procedimento teriam ficado resíduos dentários, o que teria provocado complicações graves. A defesa do dentista responsável nega qualquer irregularidade e afirma que exames de imagem foram realizados antes e depois da extração.
“A cada procedimento, de cada paciente, são feitos exames radiológicos do antes e do depois. Nos exames de imagem consta que não ficou nenhum tipo de restos radiculares do procedimento realizado no paciente Luan”, afirmou o advogado do dentista, Tiago Rosa de Oliveira, à TV Anhanguera.
Ainda de acordo com a defesa, o paciente poderia ter sofrido complicações em razão de possíveis comorbidades não informadas no momento do atendimento.
A família relata que Luan ficou com o pescoço muito inchado após a extração:
“Machucou a boca dele nas extrações, que não conseguiu tirar tudo, ficou resíduos de dente ósseo também. Simplesmente, eles deram o ponto e mandaram ele pra casa pra ele se recuperar e ele não se recuperou”, contou Dalila, parente da vítima.
O vendedor chegou a procurar o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol) apresentando quadro de sepse e infecção generalizada. Os familiares afirmam que ele não era diabético.
Em nota, a Polícia Civil informou que instaurou investigação para apurar os fatos e analisar a conduta do profissional, inclusive os prontuários médicos, para verificar se houve imperícia ou negligência.
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