A segunda-feira mal começou e o Ibovespa já mostrava sinais de que a semana não seria fácil. A queda de quase 2% no principal índice da Bolsa brasileira foi só um reflexo da tensão que ronda os mercados globais. O motivo? Um novo tarifaço de Donald Trump que reacende a guerra comercial e deixa o mundo inteiro em alerta.
Enquanto isso, o dólar sobe e ultrapassa os R$ 5,90, puxado pelo medo generalizado — o famoso "selloff", quando investidores fogem de ativos mais arriscados. E o Brasil, que já tem seus próprios desafios, sente ainda mais o impacto.
Aqui dentro, o mercado também anda preocupado com os rumos da economia. As previsões do Boletim Focus não são animadoras, e ainda teremos pela frente a divulgação de dados importantes sobre inflação e atividade econômica. Ou seja, tudo somado, o investidor brasileiro começa a semana pisando em ovos.
É nesses momentos que a gente percebe como estamos conectados ao que acontece lá fora. E mais: como precisamos estar preparados. Não dá para depender só da sorte. O Brasil precisa de políticas sólidas, previsíveis e que passem confiança. Porque, no fim das contas, o mercado financeiro é um reflexo do que a gente projeta para o futuro.
Em tempos de incerteza, a melhor escolha é manter os pés no chão — e os olhos bem abertos.