06/03/2023 às 18h55min - Atualizada em 06/03/2023 às 18h55min

Cães de Chernobyl são descendentes dos que sobreviveram ao acidente nuclear

Estudo analisou o DNA de cachorros que vivem ao redor da usina e constatou que eles formam um grupo homogêneo, com características genéticas específicas

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 (NurPhoto/Getty Images)
Depois que explosões abalaram a usina nuclear de Chernobyl, na cidade ucraniana de Pripyat, em 1986, as autoridades soviéticas evacuaram milhares de pessoas que moravam ao redor. O acidente em um dos quatro reatores da usina liberou grandes quantidades de material radioativo, que se deslocou a grandes distâncias pelas correntes de ar. 

Em meio ao desastre, as pessoas deixaram muitas coisas para trás – inclusive animais de estimação. Nos dias seguintes ao acidente, equipes responsáveis por esvaziar a área procuraram esses animais abandonados para matá-los, e impedir que a radioatividade se espalhasse levada por eles. Mas alguns cachorros conseguiram escapar. É o que mostra um estudo publicado nesta sexta (3) na revista Science Advances.

Pesquisadores dos Estados Unidos, da Polônia e da Ucrânia analisaram o DNA de 302 cachorros de três populações diferentes: um grupo que vive ao redor da usina; outro que vaga por ruas a 15 quilômetros de distância; e outro a 45 quilômetros, na cidade de Slavutych. 

Eles descobriram que o primeiro grupo é geneticamente diferente das outras populações de cães – e seria, portanto, composto por descendentes dos cães que estavam na área no momento do acidente ou que se estabeleceram por lá pouco depois.

O trabalho começou quando um dos autores, Timothy Mousseau, ecologista evolutivo da Universidade da Carolina do Sul (EUA), se juntou a um grupo de voluntários que forneceria atendimento veterinário a centenas de cães que moram em uma zona de acesso limitado em Chernobyl – uma área de 2,6 quilômetros quadrados ao redor da usina. Ao longo de três anos, antes da invasão da Ucrânia pela Rússia, Mousseau e seus colegas viajaram até o local para coletar amostras de sangue dos animais. 

Leia mais em: https://super.abril.com.br/ciencia/caes-que-vivem-em-chernobyl-sao-geneticamente-diferentes-de-grupos-proximos/

 


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