Fim da escala 6x1 avança na Câmara e proposta prevê folga obrigatória aos domingos
Relator apresenta texto que reduz jornada para 40 horas semanais, garante dois dias de descanso e cria período de transição para empresas
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A proposta que pode mudar profundamente a rotina de milhões de trabalhadores brasileiros avançou na Câmara dos Deputados. O relator da PEC que prevê o fim da escala 6x1 apresentou, nesta segunda-feira (25), um parecer que reduz a jornada semanal de trabalho e amplia os dias de descanso dos empregados.
📌 O texto apresentado pelo deputado federal Léo Prates prevê:
✔️ redução da carga semanal de 44 para 40 horas ✔️ adoção da escala 5x2 ✔️ dois dias de folga por semana ✔️ um dos descansos preferencialmente aos domingos
✔️ manutenção dos salários atuais
A proposta está sendo analisada por uma comissão especial da Câmara dos Deputados.
🏛️ Mudança seria gradual
Para evitar impactos bruscos na economia e no mercado de trabalho, o relatório estabelece uma transição em etapas.
📅 Veja como funcionaria:
Primeira etapa➡️ 60 dias após a promulgação da PEC:
• jornada cai de 44h para 42h semanais • trabalhadores passam a ter dois dias de descanso
• implantação oficial da escala 5x2
➡️ Após 14 meses:
• jornada reduzida para 40 horas semanais
• limite máximo de 8 horas diárias mantido
Segundo o relator, a implementação gradual permitiria que empresas reorganizem operações sem necessidade imediata de cortes de empregos ou aumento de custos.
💬 “Estamos permitindo que empresas e setores planejem investimentos em tecnologia e reorganização operacional”, argumentou o parlamentar.
⚠️ Domingo passa a ter prioridade como dia de descanso
Um dos pontos que mais chamou atenção no texto é a previsão de que uma das folgas semanais seja, preferencialmente, aos domingos.
A medida busca ampliar o convívio familiar, social e o descanso dos trabalhadores.
Ainda assim, o texto permite acordos coletivos específicos para categorias com jornadas diferenciadas.
💼 Texto também mira “pejotização”
Outro trecho importante da proposta trata dos chamados trabalhadores “hipersuficientes” — profissionais com ensino superior e salários mais altos.
Nesses casos, a redução automática da jornada não seria obrigatória, salvo previsão em acordo coletivo ou decisão do empregador.
Segundo o relator, a ideia é combater o avanço da “pejotização”, prática em que trabalhadores atuam como pessoa jurídica (PJ) para flexibilizar regras trabalhistas.
📊 Impacto econômico ainda divide opiniões
A proposta do fim da escala 6x1 tem gerado forte repercussão entre empresários, trabalhadores e especialistas.
Enquanto defensores afirmam que a mudança pode melhorar qualidade de vida, saúde mental e produtividade, setores empresariais demonstram preocupação com possíveis impactos financeiros, especialmente para pequenos negócios.
O texto prevê ainda que futuras leis complementares possam criar regras específicas de adaptação para:
• microempreendedores individuais (MEIs) • microempresas
• empresas de pequeno porte
🏢 Contratos públicos também serão adaptados
Nos contratos com órgãos públicos e empresas terceirizadas, a nova jornada deverá ser implementada mediante revisão contratual para garantir equilíbrio financeiro das operações.
📌 Fonte: Agência Brasil — Luciano Nascimento