Justiça torna réus donos de clínica e tia por morte de esteticista em Alagoas

Decisão aponta indícios de homicídio qualificado e cárcere privado em caso que chocou o estado

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Claudia Polllyanne — Foto: Arquivo pessoal

A Justiça de Alagoas aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réus três investigados pela morte da esteticista Cláudia Pollyanne Farias de Sant’Anna, ocorrida em uma comunidade terapêutica no município de Marechal Deodoro.

Passam a responder formalmente à ação penal:

  • Maurício Anchieta de Souza
  • Jéssica da Conceição Vilela
  • Soraya Pollyanne dos Santos Farias
🔍 Crimes apontados pela investigação

De acordo com a decisão judicial, há indícios suficientes de autoria e materialidade dos crimes, que incluem:

⚠️ Homicídio qualificado (meio cruel e dificuldade de defesa)
⚠️ Cárcere privado qualificado

O principal acusado, Maurício Anchieta, é apontado como executor direto das agressões. Já Jéssica Vilela também teria participado das violências e permitido práticas abusivas dentro da unidade.

A tia da vítima, Soraya Pollyanne, responde por cárcere privado, sob acusação de manter a esteticista internada contra a própria vontade, mesmo após o encerramento do contrato.

🧾 Relatos indicam ciclo contínuo de violência

Segundo as investigações, Cláudia Pollyanne Farias de Sant’Anna teria sido submetida a um período prolongado de maus-tratos dentro da clínica.

Testemunhas apontam para:

🔹 Agressões físicas recorrentes 🔹 Uso excessivo de medicação
🔹 Violência praticada de forma frequente

A vítima teria permanecido por cerca de sete meses em situação de privação de liberdade, sem respaldo legal.

No dia da morte, novas agressões teriam ocorrido, e ela não resistiu.

⚖️ Caso se agrava com histórico dos acusados

O caso ganha ainda mais gravidade porque dois dos réus já estão presos em outro processo, no qual respondem por crimes como tortura e estupro contra internos da mesma unidade.

🏛️ Próximas etapas

Com o recebimento da denúncia, o processo entra agora na fase de instrução, quando serão colhidos depoimentos, produzidas provas e realizadas as etapas que antecedem o julgamento.

A decisão judicial não representa condenação, mas indica que há elementos suficientes para que os acusados respondam formalmente na Justiça.

📌 Fonte: Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL)