⚠️ Um pronunciamento que sacudiu o plenário.
Durante a sessão ordinária desta terça-feira (10), o vereador Rui Palmeira (PSD) fez duras denúncias envolvendo a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Maceió, levantando suspeitas sobre a existência de cargos irregulares, servidores sem função definida e possíveis casos de acúmulo indevido de benefícios.
Segundo o parlamentar, a Câmara dispõe atualmente de 84 cargos comissionados, com salários que variam entre R$ 5 mil e R$ 17 mil, destinados oficialmente ao apoio técnico de unidades administrativas e comissões permanentes. No entanto, Rui afirma que parte significativa desses servidores não estaria exercendo as atividades previstas — ou sequer comparecendo ao trabalho.
🗣️ “Esses cargos deveriam servir às comissões, às secretarias e aos órgãos da Casa. Mas o que encontramos são pessoas que simplesmente não aparecem para trabalhar”, afirmou o vereador da tribuna.
Para reforçar a denúncia, Rui Palmeira trouxe um exemplo específico: uma jovem de 24 anos, residente no bairro de Ipioca, que recebe R$ 15.700 mensais da Câmara Municipal. De acordo com o vereador, ela foi beneficiária do Bolsa Família até junho de 2025 e teria acumulado o benefício social com o salário do Legislativo durante os seis primeiros meses da nomeação.
A denúncia levantou questionamentos sobre critérios de nomeação, fiscalização interna e transparência na gestão dos cargos públicos.
Além das irregularidades na Câmara, Rui Palmeira ampliou o debate ao comentar os desdobramentos das investigações da Polícia Federal sobre investimentos de regimes próprios de previdência no Banco Master.
Ele lembrou que a PF já atuou diretamente em órgãos previdenciários do Rio de Janeiro (RioPrevidência) e do Amapá, e destacou que o IPREV Maceió figura como o terceiro maior investidor da instituição financeira entre os regimes próprios do país.
🔍 “Se geograficamente estamos longe do Amapá, do ponto de vista da investigação estamos muito mais próximos do que se imagina. A Polícia Federal vai bater à porta do IPREV Maceió e, finalmente, saberemos mais detalhes desse investimento absurdo”, declarou.
O vereador informou ainda que já solicitou formalmente informações à Mesa Diretora da Câmara, mas até o momento não obteve resposta. Paralelamente, afirmou estar reunindo documentação para encaminhar as denúncias ao Ministério Público Estadual, cobrando apuração rigorosa.
📌 O caso reforça o debate sobre uso de recursos públicos, fiscalização institucional e responsabilidade administrativa, temas que devem dominar a agenda política da capital nos próximos meses.
📚 Fonte: Assessoria / Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Maceió