A confirmação de uma operação militar dos Estados Unidos em território venezuelano, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, provocou forte repercussão internacional. O anúncio foi feito pelo presidente norte-americano Donald Trump e gerou reações imediatas de governos aliados e críticos da Venezuela, além de posicionamentos de países europeus e da União Europeia.
Aliados históricos do governo venezuelano condenaram a ação. A Rússia classificou a operação como um “ato de agressão armada” e defendeu que as partes envolvidas evitem uma escalada do conflito, priorizando soluções diplomáticas e o diálogo internacional. Já o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, descreveu a ofensiva como um ataque “criminoso” contra a soberania venezuelana.
Na América do Sul, o governo da Colômbia manifestou “profunda preocupação” com os desdobramentos da ação militar e rejeitou medidas unilaterais que possam colocar em risco a população civil. Segundo autoridades colombianas, qualquer iniciativa desse tipo deve considerar os impactos humanitários e regionais.
Internamente, o governo da Venezuela decretou estado de emergência nacional e anunciou a mobilização de planos de defesa, enquanto forças de segurança intensificaram a vigilância em pontos estratégicos do país. Até o momento, não há informações oficiais detalhadas sobre as circunstâncias da captura de Nicolás Maduro ou sobre possíveis vítimas decorrentes da operação.
Na Europa, a repercussão também foi imediata. A Espanha solicitou o respeito ao direito internacional e defendeu a desescalada do conflito. Alemanha e Itália informaram que ativaram equipes de crise para acompanhar os desdobramentos em Caracas e a situação de suas comunidades no país.
A União Europeia, por meio da alta representante para Política Externa e de Segurança, Kaja Kallas, cobrou moderação. Em publicação na rede social X, ela afirmou ter conversado com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, sobre os ataques militares.
“A União Europeia afirmou repetidamente que o senhor Maduro carece de legitimidade e defende uma transição pacífica. Em todas as circunstâncias, os princípios do direito internacional e a Carta da ONU devem ser respeitados. Apelamos à moderação”, escreveu Kallas.
O cenário segue em rápida evolução, com expectativa de novas manifestações diplomáticas e possíveis reuniões emergenciais em organismos internacionais. A comunidade internacional acompanha com atenção os desdobramentos da crise, que pode impactar diretamente a estabilidade política e econômica da região.