E não é que 2025 resolveu resgatar personagens que marcaram época na política brasileira?
Heloísa Helena, 63 anos, ex-senadora e figura emblemática da esquerda independente, está de volta ao Congresso após 18 anos longe da Casa. E, como era de se esperar, o retorno não poderia acontecer sem polêmica no ar.
Ela reassume a vaga do deputado Glauber Braga (Psol-RJ), suspenso por 6 meses por quebra de decoro — e a notícia caiu como uma bomba entre parlamentares, jornalistas e frequentadores das rodas políticas da capital.
A suspensão de Glauber foi aprovada por 318 votos a 141, após o episódio em que o deputado expulsou a chutes um integrante do MBL em 2024.
Era para ser um processo de cassação, mas uma articulação de última hora do Psol — com direito a destaque salvador — transformou a pena em algo mais brando.
Nos bastidores, o clima foi de tensão. Glauber alegou provocação do youtuber Gabriel Costenaro, enquanto o influenciador afirmou que não houve motivo para a agressão. Resultado?
📌 Plenário pegando fogo, protestos na mesa da Presidência, empurra-empurra com jornalistas e Polícia Legislativa… um verdadeiro reality show político.
Se existe alguém que sabe entrar e sair de partidos sem perder a própria identidade, é ela.
Heloísa já foi:
Ela é, literalmente, a política que nunca coube na própria legenda.
E agora volta ao Congresso como 1ª suplente da federação Rede–Psol, trazendo consigo uma mistura de nostalgia e expectativa:
➡️ Vai manter o tom combativo dos anos 2000?
➡️ Vai se posicionar contra ou a favor das articulações que salvaram Glauber da cassação?
➡️ Qual será sua relação interna com um Psol mais dividido?
Dentro da Casa, ninguém arrisca prever. Mas todos concordam em uma coisa:
Heloísa não volta para ser figurante.
Entre cafés apressados e corredores cheios de cochichos, a volta de Heloísa Helena é vista como:
✔️ um alívio para setores da esquerda mais crítica,
✔️ um incômodo para lideranças que preferem disciplina partidária,
✔️ e um prato cheio para jornalistas que acompanham a dança intensa dos bastidores.
O Congresso, que vive semanas de confusões, choques e confrontos, ganha de volta uma personagem com carisma, contundência e aquele tempero que Brasília adora:
imprevisibilidade.
Prepare-se.
Se o ano já estava turvo… agora promete tempestade política com trovoadas.