Seis partidos de oposição da Coreia do Sul apresentaram nesta quarta-feira (27) um pedido de impeachment contra o presidente Yoon Suk Yeol. A iniciativa surge após a tentativa fracassada de Yoon de instaurar uma lei marcial, em meio a uma crise que tem gerado protestos massivos e agitação política.
A moção, que exige aprovação de dois terços do Parlamento sul-coreano, deverá ser votada até o final da semana. O partido conservador Poder Popular, ao qual Yoon pertence, controla 108 das 300 cadeiras, mas enfrenta pressões crescentes para abandonar o apoio ao presidente.
Manifestantes nas ruas e renúncia no governo
Milhares de pessoas se mobilizaram em diversas cidades do país, exigindo a saída do presidente. A maior central sindical da Coreia convocou uma greve geral em apoio às manifestações.
No governo, o ministro da Defesa, Kim Yong Hyun, assumiu a responsabilidade pela proposta de lei marcial e apresentou sua renúncia, aumentando o clima de instabilidade.
Lei marcial e recuo presidencial
A crise teve início quando Yoon decretou lei marcial, restringindo liberdades civis e censurando a imprensa, sob o argumento de proteger o país de "forças comunistas da Coreia do Norte" e "elementos anti-Estado". A decisão provocou reações imediatas, com milhares de manifestantes cercando o Parlamento e deputados aprovando às pressas um requerimento para revogar a medida.
Diante da pressão, os militares recuaram e Yoon revogou a lei marcial, mas os desdobramentos continuaram, expondo fragilidades em seu governo, marcado por perda de apoio parlamentar e escândalos recentes.
Impacto político e expectativas
Analistas apontam que esta é a maior crise política enfrentada pela Coreia do Sul em décadas. A destituição de Yoon, caso aprovada, pode trazer mudanças profundas no cenário político do país. Enquanto isso, os desdobramentos da crise continuam a ser observados de perto, tanto pela população sul-coreana quanto pela comunidade internacional.
Guarda costeira chinesa utiliza canhão d'água contra navio filipino em área disputada no Mar da China Meridional. - © Imagem: NTF-WPS/AFP
*Informações: UOL