26/02/2024 às 20h22min - Atualizada em 26/02/2024 às 20h22min

Bolsonaro acuado em ato na Paulista inclui novo capítulo de recuos em sua trajetória

Ex-presidente pede moderação aos apoiadores em meio a investigações sobre trama golpista.

Vital News
Da Redação
O ex-presidente Jair Bolsonaro em ato na avenida Paulista - (Bruno Santos/Folhapress)
No último domingo, 25 de fevereiro, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reuniu uma multidão de apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, em um momento crucial de sua trajetória política. Acuado diante de investigações sobre uma possível trama golpista, Bolsonaro adotou uma postura menos agressiva e buscou a pacificação do país em seu discurso, pedindo também anistia aos presos pelo ataque golpista de 8 de janeiro de 2023.

Um dos pontos marcantes do evento foi o pedido de Bolsonaro para que seus apoiadores não levassem cartazes ou faixas de ataques, especialmente contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Surpreendentemente, esse pedido foi atendido durante toda a manifestação, sem registros de gritos golpistas do público, como ocorreu em eventos anteriores.


Essa mudança de postura não é um caso isolado na trajetória política de Bolsonaro. Em momentos de pressão e acusações, o ex-presidente já demonstrou uma tendência a dar passos atrás e suavizar suas posições. Um exemplo disso foi quando, após ameaçar o STF com declarações golpistas no evento do 7 de Setembro, Bolsonaro divulgou uma nota dois dias depois recuando de suas afirmações e enfatizando que não tinha intenção de agredir nenhum dos Poderes.

Gonçalves Couto, da FGV, comentou sobre essa característica de Bolsonaro, destacando que ele tende a recuar quando se sente acuado. No entanto, ressaltou que não acredita em uma mudança genuína de postura do ex-presidente, considerando-o um extremista por definição.

O evento na Avenida Paulista não apenas marcou uma nova abordagem de Bolsonaro diante das pressões políticas, mas também levantou questões sobre seus próximos passos e estratégias. Enquanto alguns veem essa postura como uma tentativa de se proteger diante das investigações em curso, outros questionam a autenticidade de suas palavras e esperam por ações concretas que demonstrem um verdadeiro compromisso com a democracia e a estabilidade institucional do país.

*Informações: 
Folha de S.Paulo


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