“A casa caiu e o destino de Bolsonaro é a cadeia”, diz Rogério Correia sobre delação de Mauro Cid

Ex-ajudante de ordens disse à PF que a ordem para falsificar certificados de vacinas partiu do ex-ocupante do Palácio do Planalto derrotado nas urnas e declarado inelegível

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O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) afirmou em seu perfil oficial no microblog ‘X’ que “a casa caiu e o destino de Bolsonaro é a cadeia“. O parlamentar usou a argumentação com base em mais uma denúncia feita pelo tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), à Polícia Federal, na segunda-feira (23/10). Cid, que tem um acordo de delação premiada com a instituição policial, disse que foi Bolsonaro quem mandou ele fraudar cartões de vacina da Covid no sistema do Ministério da Saúde.
Assim, o parlamentar mineiro disse, na plataforma, que “o ex-ajudante de ordens acaba de implodir” aquele que ocupou o Palácio do Planalto, mas foi derrotado nas urnas na última eleição e, posteriormente declarado inelegível pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

 

Mauro Cid afirmou em seu acordo de delação premiada que partiu de Bolsonaro a ordem para confeccionar certificados falsos de vacinas. O ex-ajudante de ordens acaba de implodir o inelegível neste depoimento à Polícia Federal. A casa caiu e o destino de Bolsonaro é a cadeia!

— Rogério Correia (@RogerioCorreia_) October 24, 2023

De acordo com o ‘UOL‘, Cid disse à PF que o inelegível mandou fraudar o cartão de vacinação dele e de sua filha, Laura, e que os documentos fraudados foram impressos e entregues em mãos ao então presidente, para ele usar quando “achasse conveniente”. Cid disse ainda que os dados falsos de Bolsonaro e Laura foram inseridos no sistema por servidores da prefeitura de Duque de Caxias (RJ) em 21 de dezembro de 2022, nove dias antes de o então chefe do Executivo viajar para os EUA. Na época, as leis americanas exigiam dos viajantes comprovação de imunização contra a Covid.
A fraude nos cartões de vacina foi justamente o que provocou a prisão do ex-ajudante de ordens pela Operação Venire, da PF, no início de maio. De acordo com a investigação da Polícia Federal, o ex-presidente tinha “pleno conhecimento” das falsificações. Em depoimento à PF, Bolsonaro alegou que não determinou e não tinha conhecimento das fraudes.

FONTE: Por Urbs Magna